(Source: loversbds, via princesadecopa)
Carolina Raquel
Damon and Elena being badass.
(Source: iansbitch, via nandakaline)
(via more-toddynho-please)
(via ei-meseduz)
(Source: h3y-fuck-you, via almasdesertas)
Um dia sem você é triste, uma semana é maldade. - Projota
(Source: mavieenvous, via a-smile-ago)
A gente aprende a perdoar, agora temos que aprender a esquecer. (Vestígios de felicidade)
(Source: in-contestada, via ei-meseduz)
Sonho de Criança.
Aos seis anos de idade papai sempre me perguntava o que eu queria ser quando crescesse, então eu enchia meu peito e dizia que queria vender cachorro quente. Então ele dava uma risada e me olhava com orgulho. Então, eu vendo a sua reação, eu dizia: Papai, você e ajuda? Você empurra a minha barraquinha e eu vendo. Mas eu preciso de você, você me ajuda, papai? Então, ele todo bobo, me olhava e dizia:Independente de qual for o seu sonho, eu sempre vou te ajudar. Eu sempre vou estar ao seu lado. Então eu, com toda a inocência de uma criança, o abraçava e dava um beijo em sua bochecha. Logo ao dormir eu ficava me imaginando vendendo os meus hot dogs por aí com meu pai. Ele empurrando e eu vendendo, como o combinado. Papai sempre me perguntava isso, eu achava meio estranho, pois todos os dias era a mesma pergunta. E eu nunca mudava a minha resposta… Pelo menos até quando completei 10 anos. Então, em uma noite de inverno, papai me fez a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Então eu parei e pensei. Pensei. Pensei. E disse: Sabe papai, eu acho que vender cachorro quente não era uma boa ideia. Acho que eu quero vender pizzas. Eu gosto mais de pizzas agora, papai. Papai me olhou e disse: Mas e a nossa barraquinha? Mais uma vez eu parei, pensei, e disse: A gente pode ter uma barraquinha de pizzas, papai. Uma barraquinha pequenininha. Podemos vender mini pizzas! Você empurra, e eu vendo. Tudo bem pra você, papai? Ele me olhou, sorriu e então disse: Independente de qual for o seu sonho, eu sempre vou te ajudar. Eu sempre vou estar ao seu lado, mesmo que seus sonhos mudem. Papai continuou a me fazer essa pergunta todas as noites. E eu respondia que queria vender pizzas em uma barraquinha, ele empurrava e eu vendia.
Um dia eu sai com papai, eu tinha 11 anos, fomos em um parquinho de diversões. Lembro de cada brinquedo que ele me levou. Chegou a hora do almoço e eu estava faminto! Como eu estava em fase de crescimento, comi um cachorro quente, uma mini pizza e tomei um sorvete desses de carrocinha. Ao chegar em casa, antes de dormir, papai me perguntou: O que você quer ser quando crescer? Então eu parei, pensei e disse: Papai, eu mudei de ideia de novo. Eu quero vender sorvetes. Mas em uma barraquinha, igual vimos no parque de diversões. Papai me olhou, ele deveria estar estranhando eu estar mudando tanto de ideia, e disse: Mas por que sorvetes? Então eu disse: É que o sorvete é gostoso, papai. E é muito melhor em um dia quente, como hoje. E eu sempre tomo sorvete quando vamos ao parque de diversões. Mas nós ainda vamos ter a nossa barraquinha, papai. Você empurra e eu vendo. Você me ajuda? Ele me olhou, parecia que ele tinha orgulho de mim, naquele momento uma lágrima caiu de seus olhos e ele disse: Independente de qual for o seu sonho, eu sempre vou te ajudar. Eu sempre vou estar ao seu lado.Naquele dia havia algo de diferente com papai, ele estava mais emotivo. Quando estávamos no parque de diversões parecia que eu o vi chorar umas duas vezes, mas ele negou quando perguntei. Deitei em minha cama e sonhei que estava vendendo sorvetes com meu pai. Ele empurrando e eu vendendo, como sempre combinamos. Quando acordei, parecia que a casa estava vazia, o que era estranho, porque papai sempre ocupava muito bem o espaço do lugar onde estava. Papai sempre teve uma presença muito forte. Fui até a cozinha e estava vazia, fui até o quarto de papai e ele não estava lá. Quando cheguei na sala encontrei a tia Mag lá. Ela me olhou e tentou rapidamente secar as lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Eu não sabia porque ela estava chorando, mas eu sabia que havia algo de errado. Fui até tia Mag, peguei na mão dela e perguntei aonde estava papai. Eu achei que ela ia me dizer que papai estava no trabalho, mas então ela secou mais uma vez as lágrimas e disse: Seu papai tinha uma doença muito grave, ele tinha um câncer sem cura. Ele nunca se tratou porque não queria deixar você sozinha. Já não bastava a sua mãe ter abandonado vocês quando vocês nasceu, e ele não queria te deixar também. Ele nunca quis ficar trancado em um hospital se tratando, porque ele sabia que você poderia vê-lo pouco. Eu estava chorando também, afinal, eu já tinha idade suficiente pra entender o que é um câncer sem cura. Olhei pra titia Mag e disse: Então o papai finalmente foi se tratar no hospital? Eu não sei o que havia de errado naquela pergunta, porque a titia Mag começou a chorar mais ainda. Eu fiquei sem entender, eu queria ir logo para o hospital e ver meu papai. Eu queria ir logo para lá e dizer pra ele que iriamos vender sorvete em uma carrocinha, ele empurrando e eu vendendo. Então titia Mag me olhou e disse: Seu papai se foi. O câncer venceu ele. Ele partiu pra nunca mais voltar… Seu papai morreu. Eu fiquei em choque. Como assim o meu papai morreu? E todas as promessas que ele me fez? E o nosso sorvete de carrocinha? Por que ele tinha que partir? Com quem eu iria ficar agora? Corri para o meu quarto e me tranquei lá. Titia Mag não veio atrás de mim, ela entendia a minha dor. Peguei meus lápis de cor, uma folha sulfite e fiz três desenhos. Quando saí do quarto, titia Mag disse que eu deveria tomar banho para irmos ao enterro. Quando entrei no carro titia Mag me perguntou o que tinha desenhado naquela folha que eu carregava, então eu disse que era uma coisa para o meu papai. Quando foram fechar o caixão do meu papai eu pedi para esperarem e coloquei a folha lá dentro. Titia Mag pegou a folha e viu os três desenhos; era uma carrocinha de hot-dog, uma de pizza e outra de sorvetes. Titia Mag olhou para mim e perguntou porque eu estava colocando um desenho dos meus sonhos no caixão do meu pai. Então eu disse: Esses eram os sonhos meus e do meu papai. Se ele não está mais aqui comigo não tem mais graça. Se eu realizar esse sonho, quem é que vai empurrar a carrocinha pra mim? Então eu tô mandando esses sonhos juntos com o meu papai. Titia Mag me abraçou e começou a chorar. Eu não chorei muito, acho que pelo fato de eu ser criança e não entender tão bem assim as coisas. Depois do velório titia Mag disse que iria cuidar de mim agora. Então fomos até a minha casa e começamos a arrumar as minhas malas. Quando entrei no meu quarto vi que tinha um pequeno papel dobrado ao lado da minha cama. Peguei-o e comecei a ler:
Independente de qual for o seu sonho, eu sempre vou te ajudar. Eu sempre vou estar ao seu lado. Eu te amo e me desculpe por não poder estar mais presente. Com amor, Papai. Martin W. | (g-iveup)
(via ddenis)
(Source: piercequeen, via nandakaline)